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Mosca-branca na soja e no algodão: impacto da ponte verde e estratégias de manejo integrado.

A mosca-branca (Bemisia tabaci Gennadius, 1889) é uma das principais pragas em sistemas intensivos de produção de soja e algodão. Caracteriza-se por elevada fecundidade, ciclo biológico curto e ampla gama de hospedeiros, fatores que potencializam sua capacidade de dano e disseminação. Essa espécie completa seu ciclo em diferentes plantas, desde culturas agrícolas até voluntárias e plantas daninhas.

Em sistemas onde a colheita de lavouras irrigadas por pivô central ocorre de forma escalonada, é comum observar a migração de adultos de áreas em maturação ou senescência colhidas mais precocemente  para lavouras com plantas mais jovens, como soja em sequeiro e algodão já estabelecido. Esse deslocamento está diretamente relacionado à busca por hospedeiros com maior disponibilidade de seiva e melhor qualidade nutricional, favorecendo o rápido crescimento populacional da praga em novas áreas.

A manutenção contínua de plantas hospedeiras ao longo do ano agrícola, fenômeno conhecido como “ponte verde”, contribui para a sobrevivência e multiplicação de populações de Bemisia tabaci na paisagem agrícola. Ao reduzir ou eliminar os períodos de escassez de hospedeiros entre safras, a ponte verde compromete a interrupção natural do ciclo populacional da praga e permite a permanência de adultos e formas imaturas em níveis elevados. Essa condição pode ser formada por cultivos sucessivos, plantas voluntárias (tigueras) e espécies daninhas hospedeiras, sendo considerada um fator-chave para infestações precoces e de alta severidade em culturas implantadas posteriormente.

Os danos provocados pela mosca-branca vão além da sucção direta de seiva floemática. Durante a alimentação, ocorre a excreção de honeydew, um exsudato açucarado que favorece o desenvolvimento de fungos associados à fumagina. A deposição dessa camada escura sobre as folhas reduz a interceptação de radiação solar e compromete a fotossíntese, impactando diretamente o desempenho fisiológico das plantas. Na soja, isso resulta em menor acúmulo de fotoassimilados e prejuízos no enchimento de grãos, com reflexos diretos na produtividade.

No algodoeiro, a presença de fumagina, especialmente nas folhas do baixeiro, reduz a atividade fotossintética, podendo acelerar a senescência e a queda foliar. Esse processo compromete a arquitetura da planta e a produção de assimilados. Em estádios mais avançados, a infestação sobre os capulhos intensifica os prejuízos, pois o honeydew depositado sobre a fibra favorece o desenvolvimento de fumagina, causando pegajosidade, escurecimento e redução da qualidade tecnológica do algodão, com impactos negativos no beneficiamento e na fiação.

Diante desse cenário, o manejo da mosca-branca deve ser fundamentado em estratégias integradas. O Manejo Integrado de Pragas (MIP) se destaca como abordagem essencial, combinando métodos culturais, químicos e biológicos para reduzir os impactos da praga de forma sustentável.

Nesse contexto, o uso de fungos entomopatogênicos, especialmente Beauveria bassiana, tem se mostrado uma ferramenta altamente relevante no controle da mosca-branca. Esse microrganismo atua por contato, principalmente sobre adultos, promovendo redução populacional em campo.

Produtos biológicos à base de Beauveria, como a Beauveria JCO, exercem papel estratégico dentro do MIP, sobretudo em áreas sob forte influência da ponte verde e elevada pressão populacional. Além de contribuírem para o controle da praga, apresentam modo de ação distinto dos inseticidas químicos, tornando-se ferramenta essencial no manejo da resistência. Dessa forma, reduzem a pressão de seleção sobre as populações de mosca-branca e auxiliam na preservação da eficácia das moléculas químicas disponíveis.

Assim, a inserção planejada e integrada de fungos entomopatogênicos no manejo da mosca-branca representa uma estratégia tecnicamente consistente, ambientalmente segura e economicamente viável para sistemas intensivos de produção de soja e algodão.

Fonte: Assessoria de comunicação da JCO Bioprodutos

Contato: marketingjco@jcobioprodutos.com.br

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