As microalgas são organismos microscópicos que podem ser unicelulares, coloniais ou filamentosas. Esse grupo diverso de microrganismos inclui organismos procarióticos (cianobactérias) e organismos eucarióticos (ex.: algas verdes e diatomáceas). Em sua grande maioria, realizam fotossíntese, assim como as plantas terrestres, convertendo dióxido de carbono (CO₂) e luz solar em biomassa rica em proteínas, lipídios, carboidratos, vitaminas e minerais. Há várias espécies de microalgas, sendo os representantes mais conhecidos: Arthrospira (= Spirulina) e Chlorella. As microalgas são encontradas em diversos ambientes aquáticos (oceanos, lagos e rios) e até mesmo em ambientes úmidos (solos, sobre rochas e troncos de árvores) e desempenham um papel essencial no equilíbrio ambiental, atuando como produtoras primárias em ecossistemas aquáticos. Além de sua relevância ecológica, elas oferecem uma variedade de aplicações econômicas, pois podem ser utilizadas na produção de biomassa para alimentação humana e animal, na produção de substâncias de interesse industrial (ex.: pigmentos, cosméticos e biocombustíveis) e na agricultura, onde podem contribuir para o aumento da produtividade das culturas. Apenas no seguimento de biofertilizantes à base de algas marinhas, espera-se que o mercado global atinja uma taxa de crescimento anual de 8,0% entre 2025 e 2032, alcançando aproximadamente US$ 3,8 Bi até 2032 (Data Bridge Market Research, 2025).
Diferentemente das macroalgas – organismos de maior porte e visíveis a olho nu, como as algas marinhas do gênero Ascophyllum, Kelp ou Kappaphycus – que são cultivadas no ambiente natural marinho, as microalgas são cultivadas em sistemas controlados conhecidos como fotobiorreatores, que podem variar desde abertos até sistemas fechados, permitindo maior precisão e eficiência no controle de suas condições de crescimento. Os sistemas abertos são sistemas mais simples e econômicos, onde as microalgas são cultivadas em grandes tanques (raceway) expostos ao ambiente. Já os fotobiorreatores fechados são sistemas onde as microalgas são cultivadas em tanques, tubos ou painéis transparentes fechados, permitindo maior controle sobre as condições de cultivo, garantindo um ambiente otimizado para o crescimento das microalgas. Esses sistemas são projetados para otimizar o crescimento das microalgas, fornecendo condições ideais de aeração, luz, temperatura, pH e nutrientes. Os fotobiorreatores são ideais para a produção de microalgas de alta qualidade, principalmente para aplicações que exigem altas concentrações de substâncias específicas, como proteínas, pigmentos e ácidos graxos, por exemplo. Essas características ampliam a utilidade das microalgas em aplicações industriais e agrícolas.
As algas têm ganhado destaque na agricultura devido ao seu potencial para promover práticas mais sustentáveis e eficientes, como a produção de nutrientes e compostos bioativos para uso como biofertilizantes e bioestimulantes do desenvolvimento vegetal, além de auxiliar as plantas a superar os danos causados por estresses abióticos (causados por fatores físicos e químicos como, temperatura, irradiação, redução hídrica, carências nutricionais, etc) e bióticos (causados por organismos vivos, insetos, plantas, fungos, bactérias e patógenos). Esses estresses podem causar perdas significativas na produtividade agrícola, tornando essencial a busca por soluções sustentáveis e eficientes para mitigar esses impactos. Nesse cenário, a JCO Bioprodutos apresenta em seu portfólio o Algavitte JCO, um produto inovador desenvolvido a partir de uma microalga selecionada por sua eficiência em aumentar o vigor vegetal e melhorar a tolerância das plantas a diversos tipos de estresses. O Algavitte JCO atua como um bioestimulante natural, fornecendo às plantas nutrientes e uma combinação de aminoácidos essenciais, fitohormônios (ex. ácido-3-indolacético) e antioxidantes (ex. carotenoides) que estimulam o desenvolvimento radicular, aumentam a eficiência no uso de nutrientes, resultando em aumento de produtividade. Além disso, o produto conta com o extrato pirolenhoso, que traz benefícios adicionais, como a melhoria da absorção de nutrientes pelas plantas, garantindo uma maior eficiência do produto. Essa combinação faz do Algavitte JCO uma solução completa para o manejo sustentável e eficiente na agricultura. Vale destacar que sua formulação sustentável e de baixo impacto ambiental conta com a Certificação QIMA IBD Insumo (Concedida a produtores e empresas do setor agropecuário que adotam critérios, procedimentos e diretrizes específicos para garantir processos produtivos orgânicos e biodinâmicos seguros, sustentáveis e totalmente rastreáveis.), o que torna uma alternativa viável para agricultores que buscam práticas mais ecológicas, eficientes e seguras.
Fonte: Assessoria de comunicação da JCO Bioprodutos
Contato: marketingjco@jcobioprodutos.com.br
REFERÊNCIAS
DATA BRIDGE MARKET RESEARCH. Global Seaweed Fertilizer Market s Market Size – Industry Trends and Forecast to 2032. Disponível em: https:// www.Databridgemarketresearch .com/reports/global-seaweed-fertilizer-market. Acesso em: 13 mar. 2025.
GRZZESKI, M.; ROMANOWSKA-DUDA, Z. Ability of Cyanobacteria and Green Algae to improve metabolic activity and development of willow plants. Polish Journal of Environmental Studies, v.24, n.3, p.1003-1012, 2015
VENEGAS, T. A. M. Microalgas como fuente de bioestimulantes agrícolas: una revisión. 2023. 29p. Trabalho de conclusão de curso (Engenharia Agronômica) – Universidad de Concepción. Facultad de Agronomía, Chillán – Chile, 2023



